“Não compartilho meus pensamentos achando que vou mudar a cabeça de pessoas que pensam diferentemente. Compartilho meus pensamentos para mostrar às pessoas que já pensam como eu, que elas não estão sozinhas.” (autor não identificado)

01/01/2018

A calamitosa Segurança Pública e a falência financeira e moral do Rio de Janeiro

Todos sabíamos, menos eles! Mas será que não sabiam mesmo?
Todos sabíamos, até de crianças ouvi comentários a respeito do assunto; em qualquer boteco, em qualquer praia, em qualquer arquibancada de estádio de futebol se falava sobre isso (e há muito tempo). Era o óbvio que desfilava em cores fortes diante dos nosso olhos, era a realidade, brutal, sangrenta que se anunciava ao som de setecentas trombetas. Mas o nosso governador e o seu secretário de segurança, parece, não sabiam. Mas será que não sabiam mesmo?
O jogador de futebol "Loco" Abreu, atacante uruguaio, quando cobrava os pênaltis daquela forma muito particular, sabia que estava correndo riscos. Ele, como jogador inteligente que é, pondera todas as possibilidades e quando opta pela "cobrança" com risco sabe das conseqüências que poderão advir.
Era muito claro (e anunciado) que as Unidades de Polícia Pacificadora, não obstante sua necessidade, foram implantadas mais com finalidades eleitoreiras do que como parte de um grande projeto. São subprojetos isolados, que não se fazem acompanhar por outros subprojetos adjacentes (complementares e suplementares), foi esquecido o plano de contingência para uma situação que deveria estar prevista. Em resumo: "Muita abelha e pouco mel", um subprojeto "para inglês ver".
A conseqüência das UPP's, o que todo mundo sabia, foi o êxodo dos traficantes que antes infectavam as “favelas” agora "protegidas", para outros guetos na cidade do Rio de Janeiro, digamos, “desprotegidos”.
Em qualquer lugar, razoavelmente organizado, do mundo, as instituições de segurança pública conhecem o “mapa da criminalidade”. No Rio de Janeiro não é diferente, os órgãos de segurança pública conhecem bem a “geografia do crime” na capital e sabem muito bem que o complexo do alemão, formado por quinze* “favelas”, que tem continuidade natural na Vila Cruzeiro e em outras favelas menores (cerca de 95% desse território abrange os bairros de Bonsucesso, Ramos, Inhaúma, Olaria e Penha) é o "pulmão do crime" na cidade. Com a geografia muito acidentada e com dezenas de entradas e saídas, esse território, com seus núcleos quase que totalmente interligados, possui a capilaridade perfeita para sediar as redes criminosas “expulsas” das zonas “ocupadas”.
Seria inevitável que os criminosos das áreas “pacificadas” buscassem refúgio nessa região da zona norte carioca, tão adequada à prática das atividades criminosas, como as aqui praticadas. Junte-se a isso o fato de que as entradas e saídas dessas “favelas” estão muito próximas das três principais vias expressas da cidade (Av. Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela) e também de alguns corredores viários importantes, como a Av. Martin Luther King, a Av. Dom Hélder Câmara, a Av. dos Democráticos, a Rua Uranos, a Av. Brás de Pina e a Av. Vicente de Carvalho, o que favorece as incursões que os criminosos fazem no chamado “asfalto”, promovendo arrastões com assaltos, incendiando veículos e promovendo o que se chama de “terror urbano”, com a finalidade explícita de amedrontar a população e desmoralizar as autoridades. Isso os criminosos vêm fazendo com bastante sucesso.
Mas por que os criminosos têm obtido tanto sucesso? Justamente porque não houve um projeto amplo de segurança pública para a cidade. ÀsUPP’s não seguiram-se prisões, Os criminosos nem expulsos foram; deixaram, por conveniência, os morros agora “protegidos” pelo Estado e foram se reorganizar num local bastante apropriado. Além disso, como é da “psicologia” do crime, trataram de retaliar.
Os Órgãos de Segurança do Estado dormiram em macia cama forrada com os louros das pequenas vitórias obtidas com as Unidades de Polícia Pacificadora e acordaram em meio a um terrível pesadelo.
Hoje aquelas favelas (hipocrisia escrever comunidades) que mentirosamente foram ditas como "pacificadas" já estão novamente controladas pelo crime; uma vitória para eles. O (des)governador que iniciou esse processo com intenções puramente eleitoreiras, sabe-se ser um criminoso.

O Sr, Sérgio Cabral está preso acusado de dezenas de crimes; suas penas somadas (as já imputadas e as que hão de vir) podem somar mais de 120 anos de reclusão. Esse bandido do colarinho branco, roubou muito dinheiro público, dilapidou os cofres do Estado.
O Sr. Sérgio Cabral e toda sua súcia foram, são e sempre serão ladrões; a ocasião do furto se fez e eles, ladrões, não perderam tempo para furtaram.

O sucessor do Sr. Sérgio Cabral no Governo do Estado do Rio de Janeiro, que provavelmente tenha se aproveitado de dinheiro ilícito para se eleger (isso futuramente vai surgir como surge uma mancha de café em uma blusa branca), é um incompetente, está totalmente perdido e mente sem qualquer rubor na face; levou o Estado, na prática, à falência (financeira e moral).


O Blog do Fausto Macedo (Estadão) nos mostra um dos esquemas que envolvem o atual governador fluminense:
"O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) negociou com a Odebrecht mais de R$ 20 milhões, via caixa dois, para a campanha do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em 2014, afirmou o ex-executivo da empreiteira Benedicto Barbosa Júnior, o BJ, no acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com BJ, o montante faz parte do total de R$ 120 milhões que a empresa teria repassado ilegalmente a Cabral e a Pezão desde 2006.
Dos R$ 26 milhões destinados ao atual governador, o ex-executivo disse que a Odebrecht repassou R$ 20,3 milhões diretamente à campanha de Pezão. Mais 1 milhão de euros teriam sido pagos ao marqueteiro de Pezão, Renato Pereira, a pedido de Cabral.
Segundo BJ, os recursos destinados a Pezão foram contabilizados nas planilhas de controle do pagamento de propina da empresa, como referentes à cota de Cabral. “Foi pedido do doutor Cabral, porque o Pezão não sentou com a Odebrecht para pedir dinheiro”, declarou."
O presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e alguns dos seus pares, deputados como ele, que eram o sustentáculo do Sr. Sérgio Cabral no Legislativo Fluminense, também estão presos por crimes do mesmo caráter dos cometidos pelo líder criminoso.
Os eleitores votaram e elegeram essa corja imunda, desonesta, corrupta e criminosa; votaram sabendo que depois de eleitos é quase impossível tirá-los de lá, graças ao ditatorial sistema político eleitoral do Brasil. Aqui a Democracia é algo apenas virtual, é algo que se diz que existe, mas ninguém vê (somente os tolos a veem, mas tolos também veem fantasmas).Os "inocentes" eleitores fluminenses votaram e elegeram uma quadrilha criminosa, assim como quem vai à uma festa, felizes e descontraídos. Esses eleitores, antes de votar nesses sevandijas, não tiveram o cuidado de investigar as vidas desses ladrões. Os fluminenses aprovaram, com um largo e parvo sorriso a lhes iluminar as faces bronzeadas, a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro e da Copa do Mundo no Brasil, mesmo sabendo que esse ufanismo propagado por esses políticos canalhas, era tão somente uma forma deles realizarem seus propósitos eivados de má fé. Era a porta escancarada dos cofres públicos para eles pegarem tudo que pretendessem.
Como já está enraizado na política eleitoral brasileira, os políticos, agora em 2018, irão agir da forma tradicional.


Mas você, eleitor fluminense, não se deixará iludir; reflita sobre todo o mal que esses canalhas já lhe fizeram, fizeram a sua família, fizeram aos seus amigos. Trate-os da forma adequada.



Faltam 274 dias para as Eleições Gerais de 2018, é bastante tempo para que os eleitores fluminenses avaliem com profundidade como irão votar. Isso sim é cidadania; é uma decisão sua que beneficiará a todos, é o socialismo em seu estado mais puro.

*Favelas do Complexo do Alemão:
Morro da Baiana / Morro do Alemão / Alvorada / Matinha / Morro dos Mineiros / Nova Brasília / Pedra do Sapo / Palmeiras / Fazendinha / Grota / Morro da Chatuba / Caracol / Favelinha / Caixa D'Água / Morro do Adeus.


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